Agilidade e autonomia na pesquisa
A Universidade Federal do Paraná (UFPR), com o apoio da Funpar, estabeleceu novas rotas para a importação de insumos e equipamentos. A iniciativa visa reduzir a dependência exclusiva da cota anual do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), garantindo maior previsibilidade para projetos de ensino, pesquisa e extensão. O trabalho de estruturação, iniciado no final de 2025 e aprofundado em 2026, envolveu áreas jurídicas e tributárias para encontrar alternativas amparadas pela legislação brasileira.
Resultados práticos e desburocratização
Em 2025, foram realizados mais de 150 processos de importação, movimentando cerca de R$ 10,5 milhões para 61 projetos. O modelo já apresenta resultados concretos: o Laboratório Multiusuário de Ressonância Magnética Nuclear, por exemplo, reduziu o tempo de importação de meses para apenas duas semanas. Segundo o reitor Marcos Sunye, essa modernização é fundamental para que os laboratórios da instituição não sofram interrupções.
Sustentabilidade e futuro da produção científica
Pesquisas como o projeto “Robalo em Gaiolas: Blue Economy e Sustentabilidade”, do Centro de Estudos do Mar, exemplificam o benefício da medida. Com equipamentos modernos importados via novas rotas, como drones e analisadores de alta precisão, a universidade amplia sua capacidade de produzir ciência de ponta. Essa estratégia não apenas otimiza custos, mas também fortalece o papel do Paraná como referência em tecnologias sustentáveis e formação acadêmica de excelência.
A implementação dessas rotas consolida uma parceria eficiente entre a Universidade e a Fundação, permitindo que os pesquisadores foquem no desenvolvimento acadêmico enquanto a Funpar cuida da execução logística. Essa articulação é essencial para manter a competitividade da pesquisa na UFPR.

