Um marco histórico para a cultura de Santa Maria
A Orquestra Sinfônica de Santa Maria (OSSM) acaba de receber o reconhecimento oficial como Patrimônio Cultural do município. A oficialização ocorreu em 24 de setembro, durante a celebração dos 30 anos do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural (COMPHIC). O grupo foi a primeira manifestação artística registrada no novo Livro das Formas de Expressão da cidade.
Seis décadas de trajetória e formação
Criada em 1966 como Orquestra de Câmara da UFSM por iniciativa do maestro Frederico Richter, a instituição consolidou-se como um pilar de formação acadêmica e produção cultural. O grupo funciona como uma orquestra-escola vinculada aos cursos de Música da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), sendo essencial para a capacitação prática de novos músicos.
Ao longo desses 60 anos, a orquestra realizou mais de 700 eventos musicais, atingindo um público anual estimado entre 5 mil e 10 mil pessoas. Sua atuação vai além dos concertos sinfônicos, abrangendo parcerias com companhias de dança, bandas e a realização de oficinas, o que reforça o papel da música como ferramenta de integração social.
Memória, preservação e futuro
A importância do grupo também se reflete na preservação de sua história. Entre 2017 e 2022, o Departamento de Arquivo Geral da UFSM organizou um acervo com mais de mil partituras digitalizadas e milhares de fotografias, garantindo que o legado da orquestra permaneça acessível ao público.
Para o regente Cláudio António Esteves, o título de patrimônio é a materialização de um sonho iniciado em 1966 e um estímulo para que a orquestra continue fortalecendo a vida cultural de Santa Maria pelas próximas décadas. O reconhecimento municipal soma-se a outras homenagens recentes, incluindo uma menção honrosa da Câmara de Vereadores, consolidando a importância do grupo para as futuras gerações.
Confira mais detalhes sobre a trajetória do grupo na matéria original da UFSM.

